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TRÊS MULHERES

8.17 


9789727087822
2004
13,8 x 21 cms
Capa Mole
64 gr

«Três Mulheres — Poema a Três Vozes encena o drama íntimo de três personagens femininas, três variações da mesma mulher — Esposa, Secretária e Jovem — três variações da própria Sylvia Plath. Tal como escreve Sandra Gilbert, Plath, na tradição literária de outras mulheres escritoras suas precursoras (Mary Shelley, as irmãs Brontë, Virginia Woolf, Emily Dickinson), encenou em Três Mulheres um psicodrama, “o eu desdobrando-se, mitificando-se a si próprio, ao ponto de já não parecer ter qualquer existência real — criando o mito de si própria”. Plath, acrescenta ainda Gilbert, explora visual e dramaticamente no poema a sua percepção da maternidade como uma potencial libertação, exprimindo um sentimento de comunhão profunda com a vida e uma forma de transcendência do eu em tudo semelhante à produzida pela criação poética (“Vejo-os a cair no mundo como estrelas / … estes pequenos seres milagrosos. / Estas imagens puras e minúsculas. … / Têm as solas dos pés incólumes. Como se caminhassem no ar”).
Contudo, em Plath, uma afirmação traz sempre consigo o seu oposto — não há declarações monológicas que não sejam contrariadas quer no próprio poema, quer noutros subsequentes (tal como há “poemas fracassados”, há abortos, “imperfeições”, nados-mortos, “anjos gélidos, abstracções”).»

Da Nota Introdutória


«Três Mulheres — Poema a Três Vozes encena o drama íntimo de três personagens femininas, três variações da mesma mulher — Esposa, Secretária e Jovem — três variações da própria Sylvia Plath. Tal como escreve Sandra Gilbert, Plath, na tradição literária de outras mulheres escritoras suas precursoras (Mary Shelley, as irmãs Brontë, Virginia Woolf, Emily Dickinson), encenou em Três Mulheres um psicodrama, “o eu desdobrando-se, mitificando-se a si próprio, ao ponto de já não parecer ter qualquer existência real — criando o mito de si própria”. Plath, acrescenta ainda Gilbert, explora visual e dramaticamente no poema a sua percepção da maternidade como uma potencial libertação, exprimindo um sentimento de comunhão profunda com a vida e uma forma de transcendência do eu em tudo semelhante à produzida pela criação poética (“Vejo-os a cair no mundo como estrelas / … estes pequenos seres milagrosos. / Estas imagens puras e minúsculas. … / Têm as solas dos pés incólumes. Como se caminhassem no ar”).
Contudo, em Plath, uma afirmação traz sempre consigo o seu oposto — não há declarações monológicas que não sejam contrariadas quer no próprio poema, quer noutros subsequentes (tal como há “poemas fracassados”, há abortos, “imperfeições”, nados-mortos, “anjos gélidos, abstracções”).»

Da Nota Introdutória

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