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Tonio Kröger

16.00  14.40 


Helena Topa
9789896419929
05/2020
96
15,3 x 23,3 x 0,9 cms
Capa Mole
162 gr

A novela Tonio Kröger foi publicada em 1903.
Em grande parte autobiográfica, a narrativa acompanha a vida do protagonista desde criança até jovem adulto. Filho de um comerciante alemão e de uma mãe latina de tendências artísticas, Tonio está, tal como o seu nome, dividido entre ambos.
No início, o adolescente sente-se atraído por Hans Hansen, um colega popular e voltado para o desporto, e por Inge Holm, que conhece em aulas de dança.
Jovem poeta, dado à introspeção e à reflexão sobre a arte, Tonio Kröger sente-se fascinado pelos que vivem entregues aos seus instintos vitais. A arte será uma condenação à solidão? A vida autêntica será a das pessoas que vivem o seu dia a dia e são aceites pela comunidade?

 

SOBRE O AUTOR:
Thomas Mann nasceu a 6 de junho de 1875, numa família de comerciantes do estado alemão de Lübeck. Como era tradição da elite alemã, Thomas Mann iniciou a sua educação em casa. Em 1882, ingressou no ensino oficial, tendo depois frequentado o Katharineum, cujo curso não terminou. Na adolescência, leu Schiller, Heine e Nietzsche, e apreciava a música de Wagner. Sentiu-se atraído por colegas como Armin Martens, que transformou em Hans Hansen na sua novela de 1903, Tonio Kröger, e Willri Timpe, que surge em A Montanha Mágica como companheiro de Hans Castorp. Após os estudos incompletos no Katharineum, Mann reuniu-se à família em Munique em 1894, já depois da morte do pai, vivendo no bairro boémio de Schwabing. Frequentou durante dois semestres a Universidade Técnica de Munique e, em julho de 1895, viajou por Itália na companhia do irmão mais velho, Heinrich. Foi no final desse ano que publicou numa revista A Vontade de Ser Feliz e, no ano seguinte, O Pequeno Senhor Friedemann.
Em nova viagem a Itália, visitou Veneza e Nápoles, e foi no regresso a Roma em outubro de 1897 que, no apartamento de Heinrich, começou a escrever Os Buddenbrook (enquanto lia Schopenhauer e Nietzsche). Entre 1900 e 1903, manteve amizade com o pintor e violinista Paul Ehrenberg, que haveria de inspirar a personagem Rudi Schwerdtfeger de Doutor Fausto. Pouco depois, conheceria Katia Pringsheim, filha de uma família de intelectuais e artistas de origem judia e estudiosa de matemática. Casaram a 11 de fevereiro de 1905 e teriam seis filhos, entre os quais Erika e Klaus. Nos anos anteriores à I Guerra Mundial, os Mann construíram uma mansão familiar em Munique. Foi nesse período que Thomas escreveu A Morte em Veneza, baseada numa estada no Grand Hôtel des Bains do Lido, onde encontrou um jovem aristocrata polaco que inspirou a personagem de Tadzio. No início da guerra, Thomas Mann tornou-se nacionalista, escrevendo Considerações de Um Apolítico e entrando em confronto com o irmão Heinrich, que se opunha ao militarismo alemão.Depois da guerra, Thomas Mann apoiou a República de Weimar, tendo-se oposto ao nazismo desde 1921 e denunciado o antissemitismo. Em 1919, retomou a escrita de A Montanha Mágica, que publicou em 1924 com enorme êxito. Assumiu publicamente posições liberais sobre a homossexualidade e, em 1932, apoiou Hindenburg contra Hitler. Em 1933, poucos dias depois de Hitler se tornar chanceler, Mann viajou pela Europa, acabando por se fixar em Zurique. Em 19 de novembro de 1936, adquiriu nacionalidade checoslovaca e, dois anos depois, aceitou um posto na Universidade de Princeton nos EUA, continuando a publicar escritos contra o nazismo. Em maio de 1943, começou Doutor Fausto e, no ano seguinte, ele e a esposa adquiriram nacionalidade norte-americana, tendo apoiado a reeleição de Roosevelt, que os recebera anos antes na Casa Branca. Terminada a guerra, Thomas Mann recusou-se a regressar à Alemanha. Após a morte do filho Klaus e do irmão Heinrich, do início das perseguições macarthistas nos EUA que atingiram a sua filha Erika, Thomas Mann decidiu instalar-se definitivamente na Suíça. Faleceu a 12 de agosto de 1955.


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