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Sete Rosas Mais Tarde

16.65 


João Barrento, Y. K. Centeno
9789897832697
01/23
248
15,3 x 23,3 x 1,7 cms
capa mole
390 gr

Selecção, Tradução e Introdução de JOÃO BARRENTO e Y. K. CENTENO

“O amor está morto na obra de Celan. Perdeu a qualidade redentora. O que dele fica são apenas fragmentos, imagens que não se ordenam numa estrutura superior unificada. Porque esse é o limite que atingem, o limiar que ultrapassam: o da unificação harmoniosa num universo e numa relação de que o amor foi brutalmente cortado.” [Da Introdução de Y. K. Centeno]

“A poesia de Celan começa por tactear caminhos, dolorosamente, num tempo de feridas abertas, exorcizando memórias próximas e debatendo-se com ópios inócuos (‘Verde-bolor é a casa do esquecimento’).” [Da Introdução de João Barrento]

SOBRE O AUTOR:
Paul Celan nasceu em Czernowitz, na Roménia, a 23 de Novembro de 1920, de pais judeus de origem germânica. Cursou Medicina em França, mas voltou à Roménia para estudar Literatura. Os pais morreram em 1942 num campo de concentração. O próprio Paul Celan foi enviado para um campo de trabalhos forçados na Moldávia, sendo libertado pelo exército russo em 1944. Em 1947 instalou-se em Viena e depois em Paris, onde retomou os estudos (Germanística e Linguística). Em 1948 publicou um primeiro livro de poemas, A Areia das Urnas. Em 1952 casou com Gisèle de Lestrange, a quem escreveu mais de 700 cartas ao longo de 19 anos. Entre 1950 e 1968 publica diversos originais e traduções de Shake- speare, Michaux, Valéry, Pessoa e Mandelstám. Em 1955, naturalizou-se francês. Em 1960, recebeu o Prémio Literário Georg Büchner, pronunciando então um importante discurso, “O Meridiano”. A partir de 1965, em diversas ocasiões foi internado em hospitais psiquiátricos, onde escreveu alguns textos em hebraico. Suicidou-se em 1970. O afogamento no Sena ocorreu três anos depois de se encontrar com Heidegger, na sua cabana na Floresta Negra. O filósofo alemão admirava o modo como Celan trabalhava a língua alemã apesar de ser judeu, e este considerava Heidegger um grande filósofo e não compreendia os seus compromissos com o nazismo, nem o seu silêncio sobre o Holocausto.


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