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O Retrato de Dorian Gray — Edição não Censurada

17.00  15.30 


Margarida Vale de Gato, Paulo Faria
9789897830808
11/2020
192
15,3 x 23,3 x 1,4 cms
Capa Mole
301 gr

Esta edição reproduz o texto original de O Retrato de Dorian Gray, enviado em Março ou Abril de 1890 por Oscar Wilde a J. M. Stoddart, director de uma revista literária de Filadélfia. Mas este publicou a novela que havia solicitado a Oscar Wilde depois de ter retirado algumas centenas de palavras com referências homossexuais e que, em sua opinião, poderiam ofender as susceptibilidades dos leitores. Recorde-se que, no final do século XIX, a homossexualidade era ostracizada e mesmo criminalizada tanto nos EUA como no Reino Unido e na generalidade dos países. Em 1891, ao preparar a edição em livro, o próprio Oscar Wilde decidiu ampliá-la com novos capítulos, mas excluiu ao mesmo tempo várias referências homoeróticas que haviam escapado à censura de Stoddart. Como é explicado na nota acerca do texto, de Paulo Faria, esta edição retoma o texto original, enviado para a Lippincott’s Monthly Magazine.

SOBRE O AUTOR:
Oscar Wilde nasceu a 10 de Outubro de 1854. Foi o segundo filho de um casal irlandês, residente em Dublin. Em 1871 recebeu uma bolsa para frequentar o Trinity College de Dublin, onde começou a construir a sua persona, com o culto dos pré-rafaelitas, as roupas de dandy e o desafio às convenções. É neste período que Wilde conhece as obras de Keats, Flaubert e Pater, embora, como disse mais tarde, já houvesse percorrido mais de metade do caminho quando os encontrou. Três anos depois está a frequentar Estudos Clássicos em Oxford.É influenciado por dois professores de Belas-Artes, John Ruskin e Walter Pater, e procura um ideal estético de modernidade, na incerta viragem do século XIX para o XX. Em 1879 já está a residir em Londres, onde se tornará conhecido pelo brilho das conversas e a frequência dos teatros. Escreve Vera, ou Os Niilistas, que não chega a ser representada, e em 1881 publica Poems, cujo erotismo pagão lhe garante notoriedade. Em 1884, casa com Constance Lloyd, uma herdeira inteligente e culta, interessada em literatura infantil e de quem teve dois filhos. A partir de 1886, Wilde assume abertamente a sua homossexualidade, o que o leva a sentir-se culpado perante Constance e eroticamente mais livre. Colabora com a Pall Mall Gazette, publica O Retrato do Senhor W. H., contos como O Príncipe Feliz, e ataca o realismo no ensaio O Declínio da Mentira.
Em 1890 surge O Retrato de Dorian Gray. O romance celebra o esteticismo, critica os seus riscos e aborda pela primeira vez a homossexualidade na literatura inglesa. No ano seguinte publica A Alma do Homem e o Socialismo. Em 1891, edita O Leque de Lady Windermere, o seu primeiro êxito teatral. Regressa a Paris, onde conhece Mallarmé, Schwob, e tem longas conversas com André Gide. Mas Uma Mulher sem Importância faz que até alguns dos mais renitentes lhe reconheçam o talento. E é então, no auge da sua glória, que conhece Lord Alfred Douglas, Bosie, para os íntimos, vinte anos mais novo do que ele, de gostos vulgares, caprichoso e manipulador. Em apenas dois anos Wilde é levado à falência com presentes caros, jantares requintados e viagens. É o começo do fim. Embora escreva ainda Um Marido Ideal, Uma Tragédia Florentina e A Importância de Ser Earnest, a vida criativa de Wilde começa a estiolar. O autor de O Declínio da Mentira vai deixar-se instrumentalizar pelo seu amante no conflito que o opõe ao pai, John Sholto Douglas, marquês de Queensberry. Em 1895, por instigação de Alfred, Wilde toma a iniciativa de um processo judicial contra Sholto. Ganha o primeiro processo, de que sai, no entanto, relacionado com «actos de grave indecência». O desfecho de um terceiro julgamento é a sua condenação a dois anos de trabalhos forçados. É na prisão que escreve De Profundis. Libertado, abandona imediatamente Inglaterra, adopta o nome de Sebastian Melmoth e instala-se num modesto hotel de Paris. Longe vai o tempo dos longos cabelos caindo em madeixas sobre golas de veludo, os casacos de peles espessas, os chapéus de largas abas e as capas renascentistas. A decadência física é rápida. Wilde morreu em Novembro de 1900, após dois meses de doença. Diz-se que, tal como Tchékhov, de quem quase tudo o separava, pediu champanhe pouco antes de expirar, comentando: «Estou a morrer acima das minhas possibilidades.»


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