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O Castelo

20.00  18.00 


António Sousa Ribeiro
9789897831027
04/2021
368
15,3 x 23,3 x 2,4 cms
capa mole
545 gr

NOVA TRADUÇÃO, DE ANTÓNIO SOUSA RIBEIRO

Kafka começou a escrever O Castelo na noite de 22 de janeiro de 1922, dia em que chegou à montanha de Spindlermuhle, na actual República Checa. Morreu anos de terminar a obra, publicada em 1926 pelo seu amigo Max Brod, que felizmente não cumpriu o pedido de Kafka para destruir todos os seus manuscritos.
Este último romance de Kafka narra a história de um homem e da sua ineficaz luta contra uma autoridade misteriosa e impenetrável. É ela quem dirige o castelo que governa a aldeia onde K. chegou para trabalhar como agrimensor.
Apesar de Kafka considerar O Castelo um falhanço, a crítica reconheceu-o como o seu principal romance e um dos maiores de todo o século XX.

SOBRE O AUTOR:
Franz Kafka nasceu a 3 de Julho de 1883, no bairro judeu de Praga, filho de Julie Löwy e do comerciante Hermann Kafka. Frequentou o ensino primário na escola alemã Deutsche Knabenschule, o que terá influenciado a escolha da língua em que irá escrever, apesar de saber checo e em diversas ocasiões ter estudado o iídiche. Estudou Filologia na Universidade Alemã de Praga e terminou uma licenciatura em Direito em Novembro de 1903. Aos 20 anos, escreve a novela A Criança e a Cidade. Em 1906, exerce actividade como advogado e, dois anos depois, emprega-se no Instituto de Seguros para os Acidentes de Trabalho. Kafka vai escrever o essencial da sua obra entre 1908 e 3 de Junho de 1924 em Praga e Berlim. Ao longo desses dezasseis anos, viajou por diversos países, por vezes em companhia de amigos, entre os quais Max Brod. Passou temporadas em sanatórios, sobretudo desde que lhe foi diagnosticada tuberculose em Setembro de 1917.
Teve relações amorosas com Felice Bauer, Milena Jesenská, Julie Wohryzek e Dora Diamant. Mas, para ele, o essencial na vida foi a escrita, os seus três romances incompletos, os diários, os contos e as novelas. O seu universo ficcional foi marcado por uma concepção mística da tradição e pela experiência do homem na cidade moderna, dependente de um aparelho burocrático controlado por instâncias indiferentes, remotas e por isso cruéis. Instituições estatais e patriarcas uniam-se para inscrever labirintos de culpa em espíritos como o de Kafka. Para Kafka, a realidade chegava na forma de um rumor das coisas autênticas e dessa espécie de loucura que era a essência das suas personagens. Dos seus três romances, O Desaparecido é o menos kafkiano, e O Processo, o mais celebrado. A Metamorfose é uma novela quase perfeita que faz a ponte entre os romances e os três volumes de contos que nos deixou, dos quais A Construção da Muralha da China, Na Colónia Penal e o póstumo O Artista da Fome são talvez os mais extraordinários. Deixou ainda aforismos e um extenso diário. Internado no sanatório de Kierling, perto de Viena, em 1924, na fase terminal da sua tuberculose, Kafka pediu ao seu amigo e médico Robert Klopstock que o ajudasse a morrer, quando verificou que estava a perder a fala.


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