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Manifesto do Partido Comunista

15.00  13.50 


António Sousa Ribeiro
9789897831058
04/2021
112
15,3 x 23,3 x 1,1 cms
capa mole
204 gr

PREFÁCIO DE ERIC HOBSMAWM

“Na Primavera de 1847, Karl Marx e Friedrich Engels aceitaram integrar a chamada Liga dos Justos [Bund der Gerechten], uma organização nascida da anterior Liga dos Proscritos [Bund der Geächteten], sociedade secreta revolucionária fundada em Paris nos anos 30 do século XIX por artesãos alemães inspirados pela influência revolucionária francesa — na maioria, alfaiates e marceneiros — e que continuava a ser composta ainda sobretudo por artesãos radicais expatriados. A Liga, persuadida pelo seu ‘comunismo crítico’, propôs-se publicar um manifesto redigido por Marx e Engels como programa político e também modernizar a sua organização de acordo com esse manifesto.”
[Da Introdução de Eric Hobsbawm]

 

SOBRE OS AUTORES:
Karl Marx nasceu em 5 de Maio de 1818, em Trier, na Renânia prussiana. Foi o terceiro de nove filhos de uma família de origem judaica convertida ao cristianismo luterano. Em 1830, iniciou os estudos no Liceu Friedrich Wilhelm, cursando em seguida Direito na Universidade de Bona. Transferiu-se depois para a Universidade de Berlim, onde, influenciado por hegelianos de esquerda como Bruno Bauer, enveredou pelos estudos filosóficos. Em 1841, doutorou-se com uma tese sobre a Filosofia da Natureza em Demócrito e Epicuro. Impedido de seguir uma carreira académica, tornar-se-ia, em 1842, jornalista no Rheinische Zeitung, jornal de Colónia em cuja redacção conheceria Engels. Em Junho de 1843, casa-se com Jenny von Westphalen, filha de um nobre prussiano, com quem mantivera um noivado secreto desde o início dos seus estudos universitários. Entretanto, a evolução da situação política e a chegada de Frederico Guilherme IV ao trono da Prússia ameaçaram os seus projectos. O jornal foi encerrado e Marx mudou-se para Paris, onde dirigiu o Deutsch-Französische Jahrbücher e se relacionou com diversas sociedades secretas socialistas. Em 1844, recebeu a visita de Engels em Paris, com quem se correspondia, o que marcou o início de uma amizade que duraria até ao final dos seus dias. Em 1845, publicou Teses sobre Feuerbach e, dois anos depois, criticou Proudhon em A Miséria da Filosofia. Permaneceu na Bélgica até à Revolução de 1848 e, durante dois anos, dirigiu o jornal alemão Neue Rheinische Zeitung. Foi aí que escreveu com Engels o Manifesto do Partido Comunista, a pedido do segundo congresso da Liga dos Comunistas. A obra reafirmava a concepção de Marx de que a teoria e a prática revolucionárias eram um todo indivisível.Foi expulso da Alemanha, da França e da Bélgica. Marx e a família, que entretanto crescera com três filhos, emigraram para Londres com a ajuda de uma campanha de donativos promovida por Lassalle. Passava os dias na British Library, e é de 1852 uma das suas obras principais, O 18 de Brumário de Luís Bonaparte. Durante trinta anos, viveu de trabalhos jornalísticos e do apoio financeiro de Engels, que para isso prolongou as suas tarefas de empresário. Entre inúmeras dificuldades materiais e a morte de quatro dos sete filhos, escreveu o primeiro volume de O Capital, acumulando centenas de páginas de anotações que permitiriam a Engels publicar três novos volumes. Desse período, destaca-se o seu papel na Associação Internacional dos Trabalhadores (1864) e a Crítica ao Programa de Gotha (1875). Após a morte de Jenny em 1881, a saúde de Marx deteriorou-se. Faleceu dois anos depois, sendo enterrado no Cemitério de Highgate em Londres, aonde foi acompanhado por Engels, Liebknecht e alguns amigos.

Friedrich Engels nasceu a 28 de Novembro de 1820 em Barmen, na Alemanha. Era filho de um industrial, que o enviou aos vinte e dois anos para Manchester, para gerir uma empresa da família. Impressionado com a miséria dos trabalhadores, escreve, em 1845, A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra. Alguns dos trabalhos de Engels foram produzidos em colaboração com Marx, como é o caso do Manifesto do Partido Comunista, sendo autor individual de outras obras. Adoptou o filho que Marx teve de uma empregada e militante socialista, Helena Demuth, que entregaria a uma família de um bairro londrino, pagando uma pensão. Após a morte do amigo, ajudou a publicar os últimos volumes de O Capital. Morreu em Londres em 1895, e, a seu pedido, as suas cinzas foram espalhadas em Beachy Head, perto de Eastbourne.


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