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Jogos de Azar

16.00  14.40 


9789897831799
03/2022
186
15,3 x 23,3 x 1,55 cms
Capa Mole
297 gr

PREFÁCIO DE AFONSO REIS CABRAL

Jogos de Azar reúne nove contos de José Cardoso Pires.
«Dom Quixote, as Velhas Viúvas e a Rapariga dos Fósforos» foi adaptado ao cinema por Luís Galvão Teles, em 1978, com o título A Rapariga dos Fósforos.
«Uma Simples Flor nos Teus Cabelos Claros» foi filmado por Álvaro Belo Marques, em 1974.
De «Ritual dos Pequenos Vampiros», Eduardo Geada realizou um filme em 1984.

«Jogos de Azar dão-nos três ou quatro das mais bem escritas short-stories do nosso pós-guerra […].» [Fernando Assis Pacheco]

«A lógica de jogo é perfeita como metáfora da escrita, na medida em que o ofício, a capacidade de se usar da melhor maneira as mãos, nem sempre explica a forma como se moldou o barro. Um escritor competente conseguirá produzir uma gura de barro. Aprendeu no que leu, aprendeu no que errou. Aí está a gura. Mas um escritor verdadeiramente grande consegue insuflar nessa gura mais do que o barro de que ela é feita. Substitui-se um pouco a Deus como entidade criadora.» [Do Prefácio de Afonso Reis Cabral]

SOBRE O AUTOR:
José Cardoso Pires nasceu a 2 de Outubro de 1925 em São João do Peso, lugar de Vila de Rei, concelho de origem da família. No entanto, a sua vida desenvolveu-se sempre em Lisboa.
Trocou Matemáticas Superiores por diversas profissões, tendo como objectivo tornar-se escritor. Iniciou cedo a sua colaboração na imprensa e no mundo editorial. Ecléctico nas influências, leal nas amizades e desalinhado de clubismos, cultivou relações nas artes e na música, tanto se dando com neo-realistas como com surrealistas.
Em 1949, publicou Os Caminheiros e Outros Contos e, em 1952, Histórias de Amor, influenciado pelo neo-realismo, mas já com marcas distintivas.
Em 1958, surge o seu primeiro romance, O Anjo Ancorado, e, em 1960, o ensaio Cartilha do Marialva e a peça de teatro O Render dos Heróis, encenada em 1965.
Em 1963, surge O Hóspede de Job, iniciado em meados dos anos 50, que lhe valeu o Prémio Camilo Castelo Branco, da Sociedade Portuguesa de Escritores.
O Delfim, publicado em 1968, evidencia já uma clara descolagem do neo-realismo. Em 2002, Fernando Lopes adaptou-o ao cinema.
Em 1969, quando leccionou Literatura Portuguesa e Brasileira no King’s College de Londres, escreveu a sátira política Dinossauro Excelentíssimo, saída em 1972, com ilustrações de João Abel Manta. Nesse período, divulgou, em França, Inglaterra e Alemanha, “Técnica do Golpe de Censura”, denúncia do regime em vigor no país (só sairia em Portugal em 1977, em E agora, José?).
O 25 de Abril afastou-o da ficção — foi vereador da Câmara de Lisboa e director-adjunto do Diário de Lisboa e protagonizou o primeiro processo judicial de liberdade de imprensa.
Em 1978, regressou ao King’s College. Ultimou a peça Corpo-Delito na Sala de Espelhos, encenada no ano seguinte, em Lisboa, pelo Teatro Aberto.
Em 1979, publicou O Burro-em-Pé, contos ilustrados por Júlio Pomar.
Balada da Praia dos Cães, de 1982, receberia o primeiro Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores. O filme homónimo, de José Fonseca e Costa, saiu em 1987.
Em 1985, publicou o seu último romance, Alexandra Alpha.
Em 1988, voltou aos contos, em A República dos Corvos.
Passou por vários problemas de saúde e só voltou a publicar em 1997: De Profundis, Valsa Lenta, relato de um tempo sem memória. Entre outros importantes prémios nacionais e internacionais, recebeu o Prémio Pessoa.
Os seus últimos escritos foram Lisboa — Livro de Bordo e Viagem à Ilha de Satanás.
Morreu a 26 de Outubro de 1998, em Lisboa.


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