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Fédon

16.00  14.40 


Maria Teresa Schiappa de Azevedo
9789897831836
11/2021
192
15,3 x 23,3 x1,3 cms
Capa Mole
304 gr

TRADUÇÃO, INTRODUÇÃO E NOTAS DE MARIA TERESA SCHIAPPA DE AZEVEDO

“Em seu misto singular de drama e filosofia, síntese de lógica e poética — lógica ‘sedutiva’ chama justamente Randall à arte platónica do diálogo —, o Fédon guarda todo o mistério e todo o atractivo que uma obra nunca acabada de interpretar suscita.
Não admira assim que, volvidos quatro anos sobre o aparecimento da primeira edição, uma já longa bibliografia tenha vindo reavivar discussões, corroborando, alargando ou refutando vias mais convencionais ou inconvencionais de entender o diálogo.” [Da Nota Prévia à 2.ª Edição]

SOBRE O AUTOR:
Platão nasceu em Atenas, provavelmente em 428 a. C., no seio de uma família aristocrática, tendo sido educado em casa do padrasto nas tradições do regime de Péricles. Parecia destinado a uma vida política. Mas acompanhou o processo de Sócrates, embora, por se encontrar doente, não tenha estado presente quando este foi forçado a suicidar-se bebendo cicuta. Depois desse episódio, Platão retirou-se para Megara, onde foi recebido pelo filósofo Euclides, regressando em seguida a Atenas. Viajou pela Grécia, o Egipto, o Sul de Itália e a Sicília. Por volta de 387 a. C., Platão regressou a Atenas, tendo aí fundado uma escola de filósofos num bosque dedicado ao herói Academo e que por isso veio a ser conhecida como Academia. Era um local dedicado a estudos não apenas de Filosofia, mas também de Matemática, Astronomia e Botânica, com o objectivo de formar uma elite capaz de melhorar a vida política das cidades gregas. Nela, Platão dava lições orais de que os seus ouvintes tomavam notas. Dirigiu a Academia até à sua morte.
Só interrompeu por algum tempo as suas actividades académicas, para aconselhar Dionísio, dirigente de Siracusa, que Platão teve a ilusão de transformar um filósofo-rei, o que seria impossibilitado pelo assassínio do seu discípulo. É sabido que Sócrates não deixou qualquer escrito e que quase só temos conhecimento do seu pensamento através de Platão. Este escolheu para as suas obras a forma de diálogo entre Sócrates e outros participantes, tudo assim indicando que partilhava as opiniões do mestre. Entre os diálogos mais famosos estão Fédon, uma das raras obras em que a filosofia aborda a questão da morte, e A República, onde se fala sobre justiça nas relações entre indivíduos e estado. É aqui que surge a famosa alegoria em que os seres humanos são como prisioneiros numa caverna, só conseguindo perceber o mundo através das sombras projectadas na parede pela luz de fogueira situada atrás deles. Vêem sombras em vez da realidade, sendo as sombras a sua realidade. O papel que Platão atribui aos filósofos seria o de ajudar os homens a sair da caverna para conhecerem o mundo através das ideias.


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