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Espíritos Afins — Cartas Escolhidas (pré-publicação)

23.85 


Inês Dias
9789897832888
12/22
560
15,3 x 23,3 x 3,25 cms
capa mole
1000 gr

LIVRO EM PRÉ-PUBLICAÇÃO. ENVIOS DIA 2 DE DEZEMBRO.

EDIÇÃO DE JOANNE TRAUTMANN BANKS
PREFÁCIO DE HERMIONE LEE

Espíritos Afins reúne o melhor da correspondência de Virginia Woolf num só volume. São missivas espontâneas, repletas de humor, muitas vezes sedutoras e comoventes. Por vezes queixando-se de tarefas domésticas, outras comentando o estado da nação ou discutindo assuntos culturais, artísticos ou pessoais, Virginia Woolf revela-se uma das grandes autoras de cartas. Este volume mostra não apenas a generosidade e o amor à conversa com os amigos, mas também o seu génio para criar e fazer perdurar a amizade.

“Sobre as suas cartas, não pode haver duas opiniões: estão entre o melhor que alguma vez se escreveu.” [Selina Hastings, Sunday Telegraph]

“A sua curiosidade sobre as pessoas e palavras é apaixonada e interminável.” [Sylvia Clayton, The Guardian]

“Cartas tão bem escolhidas como estas e tão brilhantes […] preenchem o fosso entre a autora e a sua personalidade privada.” [Victoria Glendinning, The Times]

SOBRE A AUTORA:
Virginia Woolf nasceu em Hyde Park Gate em 1882, num final de século vitoriano. O seu pai era o crítico literário Sir Leslie Stephen. Virginia teve a sua primeira crise depressiva em 1904, aquando da morte do pai. Mudou-se, em seguida, para a casa do irmão Thoby e da irmã, a pintora Vanessa Bell, em Bloomsbury, onde estes se reuniam com outros escritores e artistas, incluindo Lytton Strachey, J. Maynard Keynes e Roger Fry. Essa foi a origem do célebre Bloomsbury Group. Entre os seus participantes estava também Leonard Woolf, com quem Virginia se casou em 1912. Cinco anos mais tarde, o casal fundou a The Hogarth Press, que viria a publicar, além da própria Virginia Woolf, obras de T. S. Eliot, E. M. Forster e Katherine Mansfield, bem como traduções de Freud. O primeiro romance de Virginia Woolf, A Via- gem, foi editado em 1915, mas seria O Quarto de Jacob (1922) a suscitar o seu reconhecimento como uma escritora inovadora. Essa evolução seria confirmada em Mrs. Dalloway, onde a sua escrita captou a evanescente matéria da vida e as fugidias experiências de Clarissa, através de um tempo psicológico e reversível. «Insubstancio, até certo ponto intencionalmente, não confiando na realidade — no que tem de reles», escreveu no seu diário em Junho de 1923, quando trabalhava em Mrs. Dalloway. A sua abordagem modernista, caracterizada pelo uso da corrente de consciência e com ênfase na personagem e não no enredo, foi desenvolvida em Rumo ao Farol, nos monólogos de As Ondas, em Entre os Actos e em vários dos seus contos. Virginia Woolf suicidou-se no rio Ouse a 28 de Março de 1941, em plena II Guerra Mundial. Tinha então quase sessenta anos, publicara nove romances, sete volumes de ensaios, duas biografias e vários contos.
Antes escrevera ao seu marido: «Tenho a certeza de que vou enlouquecer outra vez. E sinto-me incapaz de enfrentar de novo um desses terríveis períodos. Começo a ouvir vozes e não consigo concentrar-me (…). Se alguém pudesse salvar-me serias tu (…). Não posso destruir a tua vida por mais tempo.» E, finalmente, uma frase inesperada, que retoma a que Terence diz a Rachel morta, em A Viagem, seu primeiro romance: «Não creio que dois seres pudessem ser mais felizes do que nós o fomos.»


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