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ENSAIO SOBRE O PRINCÍPIO DA POPULAÇÃO

16.00  14.40 


Miguel Serras Pereira
9789896414436
2014
232
15,3 x 23,3 cms
Capa Mole
370 gr

«O Ensaio de Malthus é uma obra de génio juvenil. O autor estava plenamente consciente da significação das ideias que exprimia. Acreditava ter descoberto a chave da miséria humana. A importância do Ensaio consistia não na novidade dos factos mas na ênfase esmagadora que Malthus punha numa generalização simples que deles resultava. Com efeito, a sua ideia condutora fora em larga medida antecipada em termos mais desajeitados por outros autores do século XVIII, sem ter atraído as atenções.
O livro pode reclamar lugar entre os que tiveram uma influência de primeira grandeza no progresso do pensamento. Pertence em profundidade à tradição inglesa das ciências humanas — a essa tradição do pensamento escocês e inglês, em que existiu, segundo penso, uma extraordinária continuidade de sensibilidade, se assim me posso exprimir, desde o século XVIII até aos dias de hoje: essa tradição que os nomes de Locke, Hume, Adam Smith, Paley, Bentham, Darwin e Mill sugerem, tradição marcada pelo amor da verdade e uma nobre lucidez máxima, por uma prosaica sensatez livre do sentimento ou da metafísica, ao mesmo tempo que por um imenso desinteresse e pela preocupação com a vida pública. A continuidade que existe entre estes escritos não é somente de sensibilidade, mas também de conteúdo. Tal é o grupo a que Malthus pertence.»

Do Prefácio de John Maynard Keynes


«O Ensaio de Malthus é uma obra de génio juvenil. O autor estava plenamente consciente da significação das ideias que exprimia. Acreditava ter descoberto a chave da miséria humana. A importância do Ensaio consistia não na novidade dos factos mas na ênfase esmagadora que Malthus punha numa generalização simples que deles resultava. Com efeito, a sua ideia condutora fora em larga medida antecipada em termos mais desajeitados por outros autores do século XVIII, sem ter atraído as atenções.
O livro pode reclamar lugar entre os que tiveram uma influência de primeira grandeza no progresso do pensamento. Pertence em profundidade à tradição inglesa das ciências humanas — a essa tradição do pensamento escocês e inglês, em que existiu, segundo penso, uma extraordinária continuidade de sensibilidade, se assim me posso exprimir, desde o século XVIII até aos dias de hoje: essa tradição que os nomes de Locke, Hume, Adam Smith, Paley, Bentham, Darwin e Mill sugerem, tradição marcada pelo amor da verdade e uma nobre lucidez máxima, por uma prosaica sensatez livre do sentimento ou da metafísica, ao mesmo tempo que por um imenso desinteresse e pela preocupação com a vida pública. A continuidade que existe entre estes escritos não é somente de sensibilidade, mas também de conteúdo. Tal é o grupo a que Malthus pertence.»

Do Prefácio de John Maynard Keynes

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