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As Pequenas Virtudes

16.50  14.85 


Miguel Serras Pereira
9789897831492
06/2021
152
15,3 x 23,3 x 1,2 cms
capa mole
272 gr

INTRODUÇÃO DE RACHEL CUSK

“Amo e admiro realmente As Pequenas Virtudes.” [Zadie Smith]

“Ferrante é uma amiga. Ginzburg, uma conselheira.” [Lara Feigel, The Guardian]

Entre 1944 e 1962, Natalia Ginzburg escreveu um conjunto de onze ensaios de pendor autobiográfico. São textos essenciais, o legado de uma das mais importantes escritoras do século xx, que viveu retirada no campo com o marido durante o governo de Mussolini e nos anos 60 se deslocou para Londres.
Por eles, passam as suas impressões sobre a juventude e a idade adulta, as consequências da guerra, o medo, a pobreza e a solidão, as recordações de Cesare Pavese e a experiência de ser mãe e mulher quando se é escritora.
São páginas de uma perturbadora beleza, lúcidas, plenas de sabedoria, testemunho de uma escrita capaz de transformar objectos e experiências quotidianos em assuntos de grande significado sobre os quais o tempo parece não passar.

SOBRE A AUTORA:
Natalia Levi, que viria a adoptar o apelido Ginzburg do seu primeiro marido, nasceu em Palermo a 14 de Julho de 1916. Passou grande parte da vida em Turim, para onde o pai, professor universitário de Anatomia, foi transferido em 1919. Tanto ele como os irmãos de origem judaica foram presos e acusados devido às suas ideias antifascistas. Apesar de a sua mãe ser católica, Natalia teve como toda a família uma educação laica. Estudou no liceu Alfieri, e publicou o seu primeiro livro de contos, I bambini, aos dezassete anos. Cinco anos mais tarde casou com Leone Ginzburg, professor de Literatura Russa. O casal manteve relações de amizade com Cesare Pavese e Carlo Levi, entre outros escritores. Em 1940, exilaram-se em Pizzoli. Sob o pseudónimo Alessandra Tornimparte, Natalia publicou, em 1942, O Caminho da Cidade, que seria reeditado em 1945 já com autoria assumida.
O marido foi detido e torturado até à morte na Prisão de Regina Coeli em 1944. Depois de libertada, nesse mesmo ano, Natalia deslocou-se para Roma, começando a trabalhar na editora Einaudi, aí publicando os seus livros. Em 1947, surgiu o seu segundo romance, Foi assim, que obteve o Prémio Tempo. Em 1950, casa com Gabriele Baldini, especialista em literatura inglesa, de quem terá dois filhos. Em 1961, publica As Vozes da Noite, que será adaptado ao cinema. Dois anos depois, sai Léxico Familiar, uma novela autobiográfica. Interpreta o papel de Maria de Betânia em Evangelho segundo São Mateus, de Pier Paolo Pasolini. A partir do final da década de sessenta, publica vários livros, todos eles abordando relações familiares. Natalia Ginzburg foi também autora de várias comédias teatrais e tradutora de Proust, Flaubert e Maupassant. Foi eleita para o parlamento italiano em 1983. Morreu a 7 de Outubro de 1991.


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