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A VIAGEM DO BEAGLE

25.24  22.72 


Diniz Lopes, Miguel Serras Pereira
9789896410674
2009
420
15,3 x 23,3 cms
Capa Mole
640 gr

Quando o Beagle – um bergantim de dez canhões comandado pelo capitão Fitz Roy – partiu de Davenport no dia 27 de Dezembro de 1831, Charles Darwin tinha vinte e dois anos e iniciava a viagem da sua vida. A expedição, entre o científico e o colonial, estava prevista para dois anos. Darwin odiava o mar, «odiava cada uma das ondas», como escreveu em carta, mas tornou-se um observador apaixonado e um naturalista atento. O seu diário revela pacientes observações de geologia e história natural, bem como de pessoas, lugares e acontecimentos, de Cabo Verde aos vulcões das Ilhas Galápagos, das aranhas da Patagónia aos recifes de coral da Australásia. As investigações feitas ao longo desta viagem, que acabaria por durar cinco anos, deram mais tarde origem a um dos livros mais controversos da época vitoriana, A Origem das Espécies, uma obra fundadora do pensamento científico contemporâneo, com a sua teoria da evolução através da selecção natural.
A Viagem do Beagle foi elaborada a partir dos diários de Darwin. É agora publicada pela primeira vez em Portugal dois séculos após o nascimento do seu autor, sendo um dos melhores livros de aventuras alguma vez escrito e a narrativa de uma viagem científica que mudou o nosso modo de ver o mundo.

«As maravilhas da vegetação dos Trópicos surgem ante os meus olhos com mais nitidez do que qualquer outra coisa; embora o sentido do sublime, que os grandes desertos da Patagónia e as montanhas revestidas de florestas da Terra do Fogo excitaram em mim, tenha deixado uma marca indelével na minha mente. A visão de um selvagem nu na sua terra nativa é um facto que não se pode nunca esquecer. Muitas das minhas expedições a cavalo através de regiões bravias, ou nos barcos, algumas das quais duraram várias semanas, foram extremamente interessantes; o seu desconforto e algum perigo quase não eram desvantagens na altura, e não o foram de todo a seguir. Também considero com muita satisfação parte do meu trabalho científico, como o de ter resolvido o problema das ilhas de coral, e de ter descortinado a estrutura geológica de algumas ilhas, por exemplo Santa Helena. Nem posso omitir a descoberta das relações curiosas entre os animais e plantas que habitam as várias ilhas do arquipélago das Galápagos e entre eles e os habitantes da América do Sul.»

[De Autobiografia de Charles Darwin]


Quando o Beagle – um bergantim de dez canhões comandado pelo capitão Fitz Roy – partiu de Davenport no dia 27 de Dezembro de 1831, Charles Darwin tinha vinte e dois anos e iniciava a viagem da sua vida. A expedição, entre o científico e o colonial, estava prevista para dois anos. Darwin odiava o mar, «odiava cada uma das ondas», como escreveu em carta, mas tornou-se um observador apaixonado e um naturalista atento. O seu diário revela pacientes observações de geologia e história natural, bem como de pessoas, lugares e acontecimentos, de Cabo Verde aos vulcões das Ilhas Galápagos, das aranhas da Patagónia aos recifes de coral da Australásia. As investigações feitas ao longo desta viagem, que acabaria por durar cinco anos, deram mais tarde origem a um dos livros mais controversos da época vitoriana, A Origem das Espécies, uma obra fundadora do pensamento científico contemporâneo, com a sua teoria da evolução através da selecção natural.
A Viagem do Beagle foi elaborada a partir dos diários de Darwin. É agora publicada pela primeira vez em Portugal dois séculos após o nascimento do seu autor, sendo um dos melhores livros de aventuras alguma vez escrito e a narrativa de uma viagem científica que mudou o nosso modo de ver o mundo.

«As maravilhas da vegetação dos Trópicos surgem ante os meus olhos com mais nitidez do que qualquer outra coisa; embora o sentido do sublime, que os grandes desertos da Patagónia e as montanhas revestidas de florestas da Terra do Fogo excitaram em mim, tenha deixado uma marca indelével na minha mente. A visão de um selvagem nu na sua terra nativa é um facto que não se pode nunca esquecer. Muitas das minhas expedições a cavalo através de regiões bravias, ou nos barcos, algumas das quais duraram várias semanas, foram extremamente interessantes; o seu desconforto e algum perigo quase não eram desvantagens na altura, e não o foram de todo a seguir. Também considero com muita satisfação parte do meu trabalho científico, como o de ter resolvido o problema das ilhas de coral, e de ter descortinado a estrutura geológica de algumas ilhas, por exemplo Santa Helena. Nem posso omitir a descoberta das relações curiosas entre os animais e plantas que habitam as várias ilhas do arquipélago das Galápagos e entre eles e os habitantes da América do Sul.»

[De Autobiografia de Charles Darwin]

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