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A Metamorfose

12.00  10.80 


António Sousa Ribeiro
9789897831485
06/2021
136
15,3 x 23,3 x 1,3 cms
capa mole
246 gr

TRADUÇÃO DE ANTÓNIO SOUSA RIBEIRO
PREFÁCIO DE VLADIMIR NABOKOV

“A Metamorfose, em alemão Die Verwandlung, foi escrito durante o Outono de 1912 e publicado em Leipzig em Outubro de 1915. Em 1917, [Kafka] tossiu sangue, e o resto da sua vida, que se prolongou por sete anos, foi pontuado por estadas periódicas em sanatórios da Europa Central. Nesses últimos anos da sua breve existência (morreu com quarenta anos), viveu uma feliz aventura amorosa com a amante em Berlim, em 1923, perto do lugar onde eu vivia. Na Primavera de 1924, foi internado num sanatório próximo de Viena, onde morreu a 3 de Junho, de tuberculose da laringe. Foi enterrado no cemitério judeu de Praga. Pediu ao amigo Max Brod para queimar todos os seus escritos, mesmo os textos publicados. Felizmente, Brod não acedeu aos desejos do amigo. […]
Prestemos atenção ao estilo de Kafka. Na sua claridade, no seu tom preciso e formal, em agudo contraste com o assunto tenebroso do conto. Não há metáforas poéticas a adornar esta severa história a preto-e-branco. A nitidez do seu estilo sublinha a riqueza perversa da sua fantasia. Contraste e unidade, estilo e assunto, trama e forma, alcançam aqui uma coesão perfeita.”   [Do Prefácio de Vladimir Nabokov]

SOBRE O AUTOR:
Franz Kafka nasceu a 3 de Julho de 1883, no bairro judeu de Praga, filho de Julie Löwy e do comerciante Hermann Kafka. Frequentou o ensino primário na escola alemã Deutsche Knabenschule, o que terá influenciado a escolha da língua em que irá escrever, apesar de saber checo e em diversas ocasiões ter estudado o iídiche. Estudou Filologia na Universidade Alemã de Praga e terminou uma licenciatura em Direito em Novembro de 1903. Aos 20 anos, escreve a novela A Criança e a Cidade. Em 1906, exerce actividade como advogado e, dois anos depois, emprega-se no Instituto de Seguros para os Acidentes de Trabalho. Kafka vai escrever o essencial da sua obra entre 1908 e 3 de Junho de 1924 em Praga e Berlim. Ao longo desses dezasseis anos, viajou por diversos países, por vezes em companhia de amigos, entre os quais Max Brod. Passou temporadas em sanatórios, sobretudo desde que lhe foi diagnosticada tuberculose em Setembro de 1917.
Teve relações amorosas com Felice Bauer, Milena Jesenská, Julie Wohryzek e Dora Diamant. Mas, para ele, o essencial na vida foi a escrita, os seus três romances incompletos, os diários, os contos e as novelas. O seu universo ficcional foi marcado por uma concepção mística da tradição e pela experiência do homem na cidade moderna, dependente de um aparelho burocrático controlado por instâncias indiferentes, remotas e por isso cruéis. Instituições estatais e patriarcas uniam-se para inscrever labirintos de culpa em espíritos como o de Kafka. Para Kafka, a realidade chegava na forma de um rumor das coisas autênticas e dessa espécie de loucura que era a essência das suas personagens. Dos seus três romances, O Desaparecido é o menos kafkiano, e O Processo, o mais celebrado. A Metamorfose é uma novela quase perfeita que faz a ponte entre os romances e os três volumes de contos que nos deixou, dos quais A Construção da Muralha da China, Na Colónia Penal e o póstumo O Artista da Fome são talvez os mais extraordinários. Deixou ainda aforismos e um extenso diário. Internado no sanatório de Kierling, perto de Viena, em 1924, na fase terminal da sua tuberculose, Kafka pediu ao seu amigo e médico Robert Klopstock que o ajudasse a morrer, quando verificou que estava a perder a fala.


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